23 de março de 2012

Miss Affliction


Aflição é meu segundo nome. Isso se não for o primeiro.

Eu me aflijo por qualquer coisa e olha que de todos os maus sentimentos existentes, acho que esse é o pior. É pior que impotência, que tristeza, que ansiedade. E sabe por que? Porque é um misto bem quente de tudo isso junto. Diferente dos que curtem a tensão, meu coração só falta parar quando estou presa em alguma situação que considero arriscada.
Como agora, nesse exato momento, acho que perdi algo mega-ultra-blaster importante e tô aqui, com os nervos em frangalhos. Fui até o quarto dos meus pais e bati na porta. Com certeza atrapalhei alguma coisa (A cena da minha mãe abrindo a porta foi indescritível. Mesmo.), mas eu precisava de alguém pra se sentir justamente como eu estou me sentindo. Egoísmo? Não. É que hoje em dia tudo se compartilha, não é? Pois é. Aflição também.

Dona Maria, coitada, já levantou achando que finalmente o apocalipse zumbi começou, porque "quando a Marília bate na minha porta quase chorando e pedindo arrego é porque a coisa é séria" - palavras dela. E eu sou assim mesmo. A maioria dos meus problemas eu sei resolver sozinha e tenho muito orgulho disso, mas quando vem essa angústia, eu corro pra debaixo da saia da minha mãe ou de quem mais estiver perto.

É bom poder ter alguém pra te dizer esse clichêzão de último capítulo de novela: Tudo fica bem no final.
Enquanto mamãe gasta suas palavras tentando me apaziguar de mim mesma, meu coração continua batendo fraco. Só vou normalizar quando amanhecer e, como sempre, quando eu puder solucionar mais esse problema.

[Miss Pessimist mode on] Se é que ainda tem solução. [Miss Pessimist mode off]

19 de março de 2012

Diálogos #1

- Mas você realmente acha que vai interferir nas minhas decisões, não é? Se toca, poxa! A vida é minha!
- Você não entende, só desejo o seu bem e quero o melhor pra você. Quero ver você feliz, fazendo as coisas certas.
- Tá, eu entendo, já entendi! Mas, e se eu não não quiser a mesma coisa? Se eu quiser viver a minha vida do meu jeito? Me deixa, sério. Deixa que eu quebre a cara por minha conta, não quero que você me ensine a forma correta de fazer as coisas, deixa que eu aprendo sozinha!

Na verdade, tudo o que você precisa é quebrar a cara por sua própria conta.
_______________________________________________________

"Algumas vezes podemos escolher o caminho que seguimos. Algumas vezes nossas escolhas são feitas por nós. E algumas vezes não temos escolha alguma." - Sandman #22

Reflitam.


Postado originalmente em Blog da Ferreirama.

É o fim?

Eu leio e ouço tantos boatos sobre o fim do mundo e só consigo pensar em uma coisa: O mundo acaba todos os dias e ninguém se dá conta. Neil Gaiman (o meu autor favorito) disse: O mundo está sempre acabando para alguém.


Sabe, eu super concordo. O mundo não é só esse lugar onde todos nós vivemos. Às vezes, pra uma pessoa, o mundo pode se resumir a um livro, um objeto, um animal de estimação e por que não outra pessoa? Sim! Você aí que está lendo esse texto, o que significa o mundo pra você?
O meu mundo é, basicamente, a minha família. No dia em que a minha avó morrer, uma parte do meu mundo se acaba. 
Esse lance de fim é apenas uma questão de pontos de vista. Afinal, todos os dias o mundo acaba pra alguém e mesmo assim, o mundo continua aí, existindo.