4 de fevereiro de 2013

Eu quero você sempre perto

Quero sempre sentir seu cheiro, pegar seus cabelos, beijar seu ouvido.
Mas eu não quero te prender. Que seja suave, recíproco... que seja amor.
Mas eu não quero te perder. Que seja firme, válido... que seja amor.
Quero sempre pegar na tua mão e beijar cada uma daquelas cicatrizes, cada uma das unhas pequenas e pontas dos dedos.
São tantos detalhes teus... Prefiro guardar pra mim.
Sim.
É, eu quero você sempre perto.

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17 de novembro de 2012

Esclarecendo (tentando)

É foda você se dar conta de quem nem tudo está ao seu alcance, que não dá pra abarcar o mundo com as pernas ou tapar o Sol com uma tampa de refrigerante, que seja... É triste você ver que, às vezes, as pessoas com quem mais você queria estar talvez não possam estar com você em certos momentos. É aí que entra a consciência de que o respeito à privacidade e ao espaço do outro devem ser respeitados, coisa que eu, aos 20 anos de idade, admito que não consigo compreender da forma como eu deveria. Eu quero sempre estar com aqueles que me fazem bem, tenho essa mania de querer possuir... Perigoso! É um veneno mesmo querer domar certas pessoas. Não é fácil pra você quando o outro também não se deixa domar ao menos um pouco.
Acho que toda essa minha vontade de ter a pessoa é carência reprimida, falta de atenção das brabas. Suprir minhas outras deficiências sentimentais, por exemplo, a falta do meu pai, em uma pessoa que não tem nada a ver com isso, é foda, eu sei. Tudo é difícil, mas nem é tão complicado, a gente é que mistura um monte de baboseiras e se sufoca, acaba se matando e matando um pouco do outro também. Eu tenho essa mania de ir ao extremo, descer até o fundo do poço, de implicar, de cutucar a onça. Alguma hora a onça vira, me ataca e vai ser bom estar consciente nessa hora. Soma aí mais uns 30 anos, aí talvez eu consiga discernir melhor todo esse problema.


18 de outubro de 2012

Little Hell

Eu sou, por opção, uma pessoa bastante organizada em relação aos meus objetos pessoais. Minhas roupas estão sempre dobradas, meus livros sempre organizados, minhas maquiagens, então, nem se fala. Mas admito que em um aspecto eu tenho sido negligente: Meus sapatos.

Os favoritos, coringas.
É que ultimamente não tenho tido paciência pra muitas coisas. Estresse, confusão mental, desorganização na vida acadêmica, amorosa e familiar. Quanta bagunça! A começar pelos sapatos, claro. Odeio entrar em meu quarto e vê-los todos jogados, um par por cima do outro, como se fossem presidiários amontoados em pequenas celas. Dá até pena. Eis que um dia, era um dia bem estressante, resolvi organizá-los. Todos os meus lindos estão em suas caixas, guardados no meu armário, que é o lar provisório deles. Organizei a bagunça dos objetos, dos sapatos, do quarto, de tudo. Menos a da minha vida.